Aplicador de jato de plasma próximo à pálpebra superior fechada em procedimento técnico cuidadoso
Centro estético em Palhoça/SC

Jato de plasma nas pálpebras: quando pode fazer sentido e quais limites avaliar

Entenda quando o jato de plasma pode ser avaliado para alterações leves nas pálpebras, quais são seus limites e como planejar a recuperação.

Jato de plasma nas pálpebras: quando pode fazer sentido e quais limites avaliar

Foto de Rocheli Vehrmeister Bergamo

Por Rocheli Vehrmeister Bergamo

Publicado em 12 de outubro de 2026

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Jato de plasma nas pálpebras: quando pode fazer sentido e quais limites avaliar

A pele das pálpebras pode apresentar mais dobras, textura diferente ou flacidez ao longo do tempo. Diante dessas mudanças, é comum encontrar o jato de plasma nas pálpebras apresentado como uma maneira simples de “levantar o olhar”.

A decisão real exige mais cuidado.

Nem toda aparência de pálpebra caída é causada apenas pela superfície da pele. O grau da alteração, a posição da sobrancelha e da própria pálpebra, o fototipo, a tendência a manchas e a presença de sintomas oculares mudam a avaliação.

O jato de plasma pode ser considerado principalmente em alterações superficiais leves. Alguns casos moderados podem ser avaliados individualmente. Ainda assim, o procedimento não substitui uma análise completa nem oferece o mesmo alcance de uma cirurgia.

“Pálpebra caída” pode significar coisas diferentes

A expressão “pálpebra caída” é usada para descrever alterações distintas.

O incômodo pode estar relacionado a:

  • flacidez superficial;
  • excesso de pele;
  • queda da sobrancelha;
  • alteração da posição da própria pálpebra;
  • bolsas ou mudanças de volume;
  • assimetrias;
  • irritação ou condição dermatológica;
  • uma questão funcional, como redução do campo visual.

O aspecto percebido no espelho não revela sozinho qual estrutura está envolvida. Essa distinção também não pode ser feita com segurança apenas por uma fotografia ou descrição.

Ela importa porque o jato de plasma atua principalmente na superfície tratada. Ele não reposiciona músculos, gordura, sobrancelhas ou estruturas profundas.

Profissional conversa com uma cliente durante a avaliação da região dos olhos

Antes de escolher o procedimento pelo nome, o primeiro passo é entender de onde vem a queixa.

O que significa jato de plasma

Jato de plasma é um nome amplo, usado para diferentes equipamentos que produzem energia térmica localizada por meio de plasma.

Em técnicas de plasma exeresis estudadas para a região palpebral, por exemplo, o aparelho produz pequenos pontos de ablação térmica controlada na superfície da pele. Essa ação desencadeia um processo de reparação do tecido.

O procedimento não realiza a excisão cirúrgica de uma faixa de pele. Ainda assim, existe uma ação térmica e ablativa. Por isso, pode haver inflamação, edema, vermelhidão, sensibilidade e formação de crostas durante a recuperação.

Também é importante entender que nem todos os aparelhos funcionam da mesma forma.

A literatura científica reúne estudos sobre plasma exeresis, ablação por plasma e radiofrequência com microplasma. A energia, a profundidade, a forma de aplicação, a indicação e a recuperação dependem da tecnologia e de suas instruções de uso.

Por esse motivo, o resultado observado com um equipamento não pode ser transferido automaticamente para todos os outros que recebem o nome de “jato de plasma”.

Quando o procedimento pode fazer sentido

Os estudos disponíveis sinalizam que o procedimento pode contribuir para a aparência da pálpebra superior em pessoas selecionadas.123

A indicação tende a ser mais coerente quando:

  • a queixa está principalmente na pele;
  • a alteração é leve;
  • um caso moderado foi cuidadosamente avaliado;
  • não há comprometimento funcional;
  • a pele está íntegra;
  • o histórico de pigmentação e cicatrização foi considerado;
  • a pessoa compreende os limites;
  • existe disponibilidade para uma recuperação visível;
  • o equipamento possui finalidade compatível com o procedimento proposto.

Um ensaio clínico com 40 mulheres observou melhora após três sessões, especialmente em casos leves e moderados.2

Outro estudo, com 56 mulheres, registrou melhora clínica e satisfação predominantemente relativa após três sessões.3 Essa diferença importa: melhora observada e satisfação pessoal não são necessariamente a mesma coisa.

Nenhum desses resultados permite prometer uma resposta individual nem transformar o protocolo pesquisado em regra.

Se a região das pálpebras incomoda, uma avaliação cuidadosa ajuda a entender a origem da alteração e se o jato de plasma faz sentido para aquele caso.

O que precisa ser avaliado antes

A alteração está principalmente na pele?

O procedimento tem alcance diferente quando a queixa envolve excesso importante de pele, queda da sobrancelha, alteração da posição da pálpebra, bolsas, assimetrias estruturais, dificuldade para abrir os olhos ou comprometimento da visão.

Essas situações não devem ser tratadas automaticamente como flacidez superficial.

Também é necessário diferenciar flacidez da diferença entre linhas de expressão e rugas. Elas podem aparecer juntas, mas não têm exatamente a mesma origem.

Qual é o grau da alteração?

Uma pesquisa de 2024 avaliou 21 olhos tratados com radiofrequência microplasma. Os autores consideraram o recurso mais compatível com graus leves e apontaram melhores resultados com a solução cirúrgica nos graus avançados.4

O estudo é pequeno e avaliou uma tecnologia específica. Ele não estabelece uma regra universal, mas reforça um limite importante: quanto mais avançada ou estrutural for a alteração, menor deve ser a expectativa em relação a um procedimento superficial.

Qual é o fototipo e o histórico de pigmentação?

O fototipo participa do planejamento, mas não deve ser analisado isoladamente.

Também precisam ser considerados:

  • manchas após inflamações;
  • marcas que demoram para clarear;
  • resposta a procedimentos anteriores;
  • exposição solar recente;
  • possibilidade de manter fotoproteção;
  • uso de produtos que sensibilizam a pele;
  • histórico de irritação ou dermatite.

Há relatos de hiperpigmentação pós-inflamatória depois do plasma exeresis em pessoas com fototipos II e IV.5

Um relato de caso não mostra com que frequência uma complicação acontece. Entretanto, confirma que ela é possível e não deve ser omitida.

Como a pele costuma cicatrizar?

Histórico de cicatrização alterada, manchas persistentes, alergias, dermatites, infecções ou irritações recorrentes precisa ser informado.

Cliente acompanha um ponto elevado enquanto a profissional observa a região dos olhos

A pele também deve estar íntegra no momento do procedimento. Ferida, infecção, inflamação ativa, irritação importante ou lesão ainda não esclarecida podem justificar adiamento e, quando necessário, avaliação médica.

A rotina comporta a recuperação?

A decisão não depende apenas da pele.

Exposição solar frequente, trabalho ao ar livre, viagem próxima, evento importante ou dificuldade para cumprir os cuidados podem tornar aquele momento inadequado.

Pele não gosta muito de decisão no impulso. Em algumas situações, adiar é a escolha mais responsável.

Quando pode não ser o melhor caminho

A indicação é individual. Ainda assim, o procedimento pode não ser adequado ou pode precisar ser adiado quando existe:

  • excesso importante de pele;
  • alteração avançada ou estrutural;
  • queixa que envolve visão ou função;
  • suspeita de queda da própria pálpebra;
  • bolsas como causa principal do incômodo;
  • sintoma ocular ainda não avaliado;
  • infecção, ferida ou inflamação ativa;
  • lesão de pele sem diagnóstico;
  • possibilidade de cicatrização prejudicada;
  • dificuldade para evitar sol;
  • impossibilidade de seguir os cuidados;
  • expectativa de obter o mesmo efeito de uma cirurgia.

Uso de medicamentos, condições de saúde, gestação, lactação, alergias e tratamentos recentes devem ser informados durante a avaliação.

Essas informações não definem sozinhas a conduta. Elas ajudam o profissional a decidir se é possível realizar, adaptar, adiar ou contraindicar o procedimento dentro de sua área de atuação.

Jato de plasma substitui blefaroplastia?

Não. São abordagens diferentes.

Chamar o jato de plasma de “blefaroplastia sem cortes” pode criar uma expectativa incorreta.

O procedimento com plasma não realiza a excisão cirúrgica de uma faixa de pele e não reposiciona estruturas profundas. A cirurgia depende de avaliação médica e possui alcance, indicação e recuperação próprios.

AspectoJato de plasmaAvaliação cirúrgica
NaturezaProcedimento com ação térmica localizada, sem incisão cirúrgicaAvaliação médica para possível cirurgia
AlcanceAlterações superficiais selecionadasExcesso de pele e alterações estruturais
Casos mais compatíveisPrincipalmente alterações levesCasos avançados, estruturais ou funcionais
PlanejamentoPele, fototipo e recuperaçãoAvaliação médica completa
EquivalênciaNão equivale à cirurgiaNão deve ser substituída por promessa estética

Quando existe peso importante sobre os olhos, dificuldade para mantê-los abertos ou interferência no campo visual, a prioridade é procurar avaliação médica ou oftalmológica.

Reconhecer esse limite não diminui o procedimento. Torna a indicação mais responsável.

Como costuma ser a recuperação

A recuperação varia conforme tecnologia, parâmetros do equipamento, extensão da área, técnica, resposta individual e cuidados posteriores.

Nos primeiros dias, podem ocorrer:

  • edema;
  • vermelhidão;
  • sensibilidade;
  • ardência;
  • sensação de pele repuxada;
  • pontos escurecidos;
  • descamação ou formação de crostas;
  • alteração temporária da aparência da região.

Em um estudo observacional brasileiro com 16 pacientes, o edema foi o sintoma mais relatado no acompanhamento do sétimo dia. A coceira foi o sintoma mais relatado na avaliação do trigésimo dia.6

Os pesquisadores também observaram satisfação maior no início e consideraram a satisfação global questionável diante da redução das expectativas e da menor disposição de algumas participantes para repetir o procedimento.6

Esse resultado merece atenção. Uma mudança clínica pode existir sem que a experiência ou o resultado correspondam plenamente ao que a pessoa esperava.

Por isso, não é adequado prometer recuperação imperceptível ou satisfação garantida.

Cuidados depois do procedimento

As orientações específicas devem ser fornecidas pelo profissional responsável. Elas variam conforme o equipamento, a área e a resposta da pele.

De maneira geral, o planejamento pode envolver:

  • não manipular nem retirar as crostas;
  • manter a região limpa conforme a orientação;
  • não aplicar produtos por conta própria;
  • suspender maquiagem pelo período indicado;
  • evitar calor e exposição solar;
  • seguir a fotoproteção recomendada;
  • respeitar o tempo de recuperação;
  • comparecer ao acompanhamento;
  • comunicar uma evolução diferente da esperada.

A proximidade com os olhos exige atenção especial aos produtos usados na região.

Um relato clínico documentou lesão ocular química bilateral após o contato acidental de creme anestésico com os olhos durante um procedimento periocular.7 O caso não demonstra que isso seja frequente, mas reforça a necessidade de técnica cuidadosa e proteção ocular.

Nenhum anestésico, medicamento, ácido ou produto deve ser usado por conta própria ao redor dos olhos.

Mulher coloca óculos escuros em uma área externa sombreada

Quais sinais pedem orientação rápida

Edema e sensibilidade podem fazer parte da resposta inicial. Entretanto, sintomas oculares ou uma evolução diferente da explicada não devem ser normalizados.

Dor dentro do olho, alteração da visão, sensibilidade importante à luz, secreção, vermelhidão ocular intensa, dificuldade para abrir os olhos, febre ou piora progressiva precisam de orientação médica ou oftalmológica sem demora.

O que os estudos permitem afirmar

A literatura consultada apresenta sinais de benefício em casos selecionados, mas ainda possui limitações importantes.

Os principais estudos envolveram:

  • 10 pacientes em um estudo-piloto de plasma exeresis;1
  • 10 pacientes em um estudo com plasma por radiofrequência;8
  • 16 pacientes em um estudo de sintomas e satisfação;6
  • 40 mulheres em um ensaio clínico de braço único;2
  • 56 mulheres em outro estudo clínico sem grupo comparador;3
  • 21 olhos em uma pesquisa de 2024 com radiofrequência microplasma.4

As pesquisas utilizaram aparelhos, parâmetros, intervalos e métodos de avaliação diferentes.

No conjunto consultado, não há um grande estudo randomizado que compare de maneira robusta o jato de plasma com ausência de tratamento, outras tecnologias e cirurgia ao mesmo tempo.

Assim, a interpretação mais equilibrada é:

  • pode haver melhora em pessoas selecionadas;
  • alterações leves representam o cenário mais coerente;
  • alguns casos moderados exigem cautela adicional;
  • resultados avançados não devem ser prometidos;
  • satisfação varia;
  • a recuperação pode permanecer perceptível;
  • hiperpigmentação e outras intercorrências são possíveis;
  • os resultados de um equipamento não validam automaticamente outro.

O que considerar durante a avaliação

Na Beauté, o jato de plasma é realizado com equipamento da KLD. Essa informação ajuda a contextualizar o cuidado, mas não determina sozinha se o procedimento é adequado para uma pessoa.

Antes de decidir, a avaliação considera a origem da queixa, as características da pele, o histórico de pigmentação e cicatrização, a rotina e a disponibilidade para atravessar a recuperação. Também é importante conversar sobre limites e possíveis alternativas quando o procedimento não combina com o caso.

Se houver sintomas oculares, dúvida sobre a origem da alteração ou comprometimento da visão, a prioridade é buscar avaliação médica ou oftalmológica. Em qualquer procedimento, a indicação deve respeitar a atuação e a qualificação do profissional responsável.

Perguntas frequentes

O jato de plasma pode manchar a pele?

Pode ocorrer hiperpigmentação pós-inflamatória. O risco depende de características individuais, intensidade da inflamação, exposição solar, técnica, equipamento e cuidados posteriores.

Fototipo e histórico de manchas precisam ser considerados antes da indicação.

O procedimento dói?

A sensibilidade varia. Pode haver desconforto, ardência, sensação de calor ou repuxamento.

Nenhum anestésico, medicamento ou produto deve ser usado por conta própria ao redor dos olhos. A estratégia de conforto precisa seguir a orientação do profissional responsável.

É possível realizar perto de um evento?

Não é prudente contar com uma recuperação invisível.

Edema, vermelhidão, pontos escurecidos e crostas podem permanecer aparentes. O intervalo necessário deve ser discutido antes da sessão.

O jato de plasma trata bolsas abaixo dos olhos?

Nem toda bolsa está relacionada à superfície da pele. Gordura, edema e outras estruturas podem participar da queixa.

O procedimento não deve ser indicado automaticamente para qualquer alteração abaixo dos olhos.

O jato de plasma pode ser realizado na pálpebra inferior?

Essa decisão depende da região, da anatomia, da queixa e da avaliação profissional.

Grande parte da evidência clínica consultada concentra-se na pálpebra superior. Esses resultados não devem ser extrapolados automaticamente para toda a região ao redor dos olhos.

O jato de plasma é indicado para flacidez moderada?

Alguns estudos incluíram casos moderados, mas isso não cria uma indicação automática.

O grau da alteração, sua origem e a tecnologia utilizada precisam ser avaliados. Quanto mais avançada ou estrutural for a queixa, mais importante é considerar os limites do procedimento.

Para continuar entendendo sua pele

Se a dúvida envolve flacidez em outras regiões do rosto, conheça o ultrassom microfocado e veja como essa tecnologia é avaliada no artigo sobre ultrassom microfocado para flacidez.

Esses conteúdos não significam que a mesma tecnologia seja indicada diretamente para as pálpebras.

Avaliar antes de decidir faz parte do cuidado

O jato de plasma nas pálpebras pode ser considerado principalmente quando a alteração é superficial e leve. Alguns casos moderados podem ser avaliados, mas exigem cautela e expectativas proporcionais.

A decisão não depende apenas do nome do procedimento. É necessário entender qual estrutura causa o incômodo, qual é o grau da alteração, como a pele costuma pigmentar e cicatrizar e se a rotina comporta a recuperação.

Também é essencial reconhecer quando a queixa precisa de avaliação médica ou oftalmológica.

Em Palhoça, fale com a Beauté para realizar uma avaliação personalizada. O objetivo é entender, com calma, se esse cuidado faz sentido para sua pele e sua expectativa — sem exageros e sem prometer o que o procedimento não pode oferecer.

Referências

Footnotes

  1. Rossi E, Farnetani F, Trakatelli M, Ciardo S, Pellacani G. Clinical and Confocal Microscopy Study of Plasma Exeresis for Nonsurgical Blepharoplasty of the Upper Eyelid: A Pilot Study. Dermatologic Surgery. 2018;44(2):283-290. ↩ ↩2

  2. Hassan AM, Rady AAE, Shalaby OE, Shafik HM, Shaker ESE. Evaluation of plasma exeresis as a new technique for non surgical treatment of dermatochalasis. Journal of Dermatological Treatment. 2022;33(2):1017-1022. ↩ ↩2 ↩3

  3. Abdollahimajd F, Beheshti M, Moravvej H. Evaluation of the efficacy and safety of plasma exeresis in periorbital rejuvenation using the Reviscometer. Journal of Cosmetic Dermatology. 2022;21(6):2550-2558. ↩ ↩2 ↩3

  4. Nemet AY, Solomon-Cohen E, Aronovich A, et al. Ablative radiofrequency microplasma for lateral dermatochalasis: indications and treatment recommendations. Lasers in Medical Science. 2024;39:299. ↩ ↩2

  5. Nipshagen MD, Velthuis PJ, Mosmuller DGM. Periorbital postinflammatory hyperpigmentation after plasma exeresis. Dermatologic Therapy. 2020;33(3):e13404. ↩

  6. Ferreira FC, Sathler CSCO, Hida IY, et al. Upper eyelid blepharoplasty using plasma exeresis: evaluation of outcomes, satisfaction, and symptoms after procedure. Journal of Cosmetic Dermatology. 2021;20(9):2758-2764. ↩ ↩2 ↩3

  7. Patel S, Shamdas M, Cobb C. Plasma fibroblast skin tightening treatment resulting in bilateral chemical eye injury secondary to EMLA cream: a case report. BMC Ophthalmology. 2020;20:342. ↩

  8. Baroni A. Non-surgical blepharoplasty with the novel plasma radiofrequency ablation technology. Skin Research and Technology. 2020;26(1):121-124. ↩

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Sobre o Autor

Rocheli Vehrmeister Bergamo

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